Para inaugurar oficialmente este blog, hoje vou expor a situação financeira (que para quem não sabe, reflete diretamente na qualidade do ensino) de muitas universidades brasileiras, principalmente em São Paulo.
A crise chegou e agravou ainda mais a eterna dificuldade na qual vive nosso sistema educacional, seja publico ou privado, básico, médio, técnico ou superior. Para não me alongar demasiado vou ater-me ao caso das instituições privadas de ensino superior.
Em recente editorial, o jornal O Estado de São Paulo datado de 15 de março, expõe a fragilidade em que se encontram algumas instituições.
Na volta às aulas, três tradicionais escolas de nivel superior, que juntas detêm cerca de 30 mil alunos matriculados, enfrentam dificuldades financeiras.Duas começaram o ano sem ter pagado os salários de novembro, dezembro e o 13º salário do corpo docente. A terceira iniciou o ano letivo com greve de professores e alunos, por terem substituído professores com doutorado e mestrado por professores sem pós-graduação, para reduzir custos.
Com cerca de 4,5 milhões de alunos, as universidades privadas detêm cerca de 37% das matriculas do ensino superior no país.
Elas alegam que, por causa da crise, houve uma queda na demanda de vagas por vestibulandos, a taxa de evasão escolar disparou e os alunos que permaneceram, passam a atrasar os pagamentos ou trancar a matricula.
No final de fevereiro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a abertura de uma linha especial de financiamento para os empresários do setor. Porém a liberação só servirá às universidades com nota entre 3 e 5 no Índice de Cursos do Ministério da Educação.
Em dificuldades, as pequenas e médias universidades passaram a ser comprada pelas grandes instituições de ensino superior. A Universidade Ibirapuera, uma dessas, criada há 04 décadas, teve uma redução de 12 mil para 06 mil alunos, entre 2007 e 2008.
O crescimento desordenado do setor também contribuiu de forma importante para tal cenário. Na atual década, só para usar como exemplo os anos entre 2002 e 2005, o numero de universidades privadas aumentou 35% e o numero de cursos, 56%. No mesmo período, as matriculas só aumentaram 28%.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
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