quinta-feira, 21 de maio de 2009

Gestão em RH

Há algum tempo, ouvi dizer que o nome “recrutadores’ adotaria uma nova designação. Passaram a chamar de gestores de RH. E não é só isso. Eles ficaram mais exigentes também, alem do fato da área ter maior crescimento e importância dentro das empresas. Alcançou maior nível profissional também. Incrível, né!
Outro dia li uma matéria na Carta Capital, cuja edição não me recordo com clareza, mas enfim, se referia a quanto à crise repercutiu no numero de ofertas de estágios, alem do impacto da nova legislação em vigor. Na verdade esse assunto torna-se secundário nestas linhas, pois o que me chama à atenção foi o quadro que descrevia as dificuldades de tais gestores de RH para encontrar candidatos de alto nível e que preenchessem o perfil desejado (perfil esse, limitado por preconceitos como idade, classe social - este de forma disfarçada - e outros).
Em determinado processo seletivo onde mais de 500 candidatos concorriam, o tal gestor perguntou qual deles havia lido o jornal daquela manhã. O resultado foi obvio e aproximadamente meia dúzia apresentou-se com mais algumas perguntas constatou-se que de fato apenas 04 havia efetivamente. O tal gestor reclamou quanto à dificuldade existente entre os universitários e demonstrou preocupação com tal realidade.
Ora, perguntando aos meus botões, quis saber onde poderia encontrar tal gestor de RH. Eu explico. Há muito não vejo alguém que conduza um processo seletivo, seja para estagio ou contratado formal, com profissionalismo e em busca do melhor candidato. Em geral o tal “QI’ entra em ação e tudo não passa de encenação”.
O fator “QI” tem sido praticamente a única maneira de conseguir uma vaga de estagio onde não passem o dia servindo cafezinho e atendendo telefone coisas parecidas.
Onde, em nome de Deus, estão os gestores de RH?! Onde podemos encontrar tais profissionais que, com profissionalismo e clareza, possam avaliar não só as competências atuais que cada candidato tem a oferecer, seu potencial, suas experiências de vida, sua bagagem, paixão pela profissão, sem preconceitos tolos como limitações por universidade onde estuda, idade e outros tantos presentes am muitos processos de seleção.
O talento não é tudo. Sem que esteja alinhado com a informação que nos cerca, sem o esforço para lapidar o talento, sem responsabilidade e sem algo que muitos ignoram, o caráter e o quanto isso influencia nu uso das aptidões e da ética.
Quando estou na universidade e olho ao meu redor, percebo essa realidade. Muitos de meus colegas ignoram o habito e a necessidade da leitura de jornais, revistas, discussões e fóruns profissionais, políticos ou qualquer outra espécie de informação que não esteja presente em publicações destinadas exclusivamente à publicidade. Em geral é bem visível a incrível diferença e mesmo alienação quanto a realidade sócio econômica e política do país e do mundo. É como se isso não tivesse influencia sobre suas vidas e futuros, ou pior, como se isso não afetasse o mundo da publicidade. Pudera, muitos irão trabalhar na empresa do papai ou conhecem algum parente ou amigo bem colocado que lhes garantirão uma vaguinha aqui ou acolá. Por incrível que pareça, num mundo cada vez mais competitivo, ainda resta muito espaço para nepotismo e “QI” de toda espécie.
Quanto a nós, pobres mortais, os poucos que tentam na raça, adquirir real e concreto conhecimento, tentando diariamente lapidar nossas aptidões, antenados e conscientes do mundo ao nosso redor, encontramos, infelizmente, com muito freqüência, os limitados recrutadores que se preocupam apenas se você fala bem o inglês, ainda que não vá usá-lo, ou se é jovem o suficiente para aceitar tudo sem questionamentos. Mesmo empresas e agencias de publicidade e marketing parece não se preocupar em ter entre seus colaboradores, os mais promissores profissionais.
Por tudo isso penso onde estariam os tais “Gestores de RH”.

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